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O Que Verificar Antes de Contratar um Empreiteiro em Portugal

7 min de leitura
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Contratar um empreiteiro em Portugal continua a ser, para muita gente, um salto de fé. Histórias de obras inacabadas, orçamentos que duplicam sem aviso e empresas que desaparecem a meio do trabalho são tão comuns que já quase as normalizámos. Mas não tem de ser assim.

A verdade é que a maioria dos problemas com empreiteiros podia ter sido evitada com uma verificação básica antes de assinar o que quer que seja. Este artigo é uma checklist prática, ponto a ponto, com tudo o que deve confirmar antes de avançar com qualquer contratação.

1. Alvará de construção IMPIC

O alvará emitido pelo IMPIC (Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção) é o documento que autoriza legalmente uma empresa a executar obras de construção em Portugal. Sem alvará válido, a empresa está a operar ilegalmente, ponto final.

Verifique concretamente: se o alvará está ativo e não caducado, qual a classe (de 1 a 9, que define o valor máximo de obra que pode executar), e quais as subcategorias autorizadas. Uma empresa com alvará classe 1 não pode, por exemplo, assumir uma reabilitação de grande porte. Muitos donos de obra nem sabem que este sistema de classes existe, e acabam a entregar centenas de milhares de euros a empresas sem habilitação adequada.

2. Registo comercial e NIF

Parece básico, mas é surpreendente quantas pessoas avançam sem sequer confirmar se a empresa está formalmente constituída e ativa. Consulte o registo comercial para verificar a situação da empresa, a data de constituição, o capital social e quem são os sócios e administradores.

Empresas constituídas há poucos meses, com capital social mínimo e sem qualquer historial, merecem cautela redobrada. Não quer dizer que sejam todas problemáticas, mas é um sinal que deve pesar na decisão. Se a empresa foi criada ontem e já está a prometer mundos e fundos, desconfie.

3. Processos judiciais no CITIUS

O CITIUS é a plataforma oficial do sistema judicial português e permite pesquisar processos associados a uma empresa ou pessoa. Este é, honestamente, um dos passos mais importantes e mais ignorados de toda a lista.

Procure por processos de insolvência, execuções, ações declarativas e, em particular, processos ao abrigo do CIRE (Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas). Um detalhe crítico que muita gente desconhece: quando é publicado um anúncio de insolvência no CITIUS, os credores têm apenas 30 dias para reclamar os seus créditos. Se não verificou antes de contratar e a empresa entra em insolvência durante a sua obra, pode perder tudo o que já pagou sem qualquer recurso prático. Trinta dias passam a voar, especialmente quando nem se sabe que o prazo começou a contar.

4. Dívidas às Finanças e Segurança Social

Em Portugal existem listas públicas de devedores, tanto da Autoridade Tributária como da Segurança Social. Uma empresa com dívidas significativas a estas entidades está, na prática, em situação financeira precária. Se não consegue pagar os seus impostos e contribuições, como é que vai garantir que termina a sua obra?

Consultar estas listas demora minutos e pode poupar-lhe milhares de euros. É genuinamente uma das verificações mais simples e mais reveladoras que pode fazer. Se o nome da empresa aparece nestas listas, pense duas vezes antes de lhe entregar dinheiro.

5. Seguro de responsabilidade civil

Peça ao empreiteiro que apresente comprovativo de seguro de responsabilidade civil válido. Este seguro cobre danos causados a terceiros durante a execução da obra, incluindo danos em propriedades vizinhas, acidentes e outros imprevistos que acontecem com mais frequência do que se pensa.

Sem este seguro, qualquer problema durante a obra pode traduzir-se em custos directos para si enquanto dono de obra. Não aceite desculpas, não aceite promessas de que "vão tratar disso depois". Sem apólice válida apresentada antes do início dos trabalhos, não avance.

6. Referências de obras anteriores

Peça contactos de clientes anteriores. Um empreiteiro sério não terá qualquer problema em fornecer referências de obras já concluídas. Ligue para essas pessoas. Pergunte se a obra foi concluída no prazo, se o orçamento foi respeitado, se houve surpresas desagradáveis e, a pergunta mais reveladora de todas, se voltariam a contratar a mesma empresa.

Desconfie de quem só mostra fotografias de obras "concluídas" mas nunca fornece contactos de clientes reais. Fotografias são fáceis de arranjar. Testemunhos verificáveis, não.

7. Orçamento detalhado por escrito

Nunca, em circunstância alguma, aceite um orçamento verbal. O orçamento deve ser entregue por escrito, detalhado por rubrica, com descrição dos materiais a utilizar, quantidades, custo de mão-de-obra e prazos estimados para cada fase da obra.

Um orçamento vago do tipo "a remodelação da cozinha fica por 15 mil euros" não é um orçamento. É uma armadilha. Sem detalhe, qualquer "extra" que apareça durante a obra, e vai aparecer, será cobrado à parte sem que tenha base para contestar. O orçamento escrito e detalhado é a sua principal ferramenta de proteção contratual.

8. Contrato com faseamento de pagamentos

O contrato deve prever um faseamento claro dos pagamentos, associado a marcos concretos da obra. A regra do 30/30/30/10 é uma boa referência: 30% no arranque, 30% a meio da obra, 30% na conclusão, e 10% retidos durante um período de garantia para correção de defeitos.

Nunca pague mais de 30% adiantado, por muito que o empreiteiro insista que precisa de "comprar materiais" ou que "sem o dinheiro não pode arrancar". Se a empresa não tem liquidez para iniciar uma obra sem receber quase tudo à cabeça, isso é basicamente mais um sinal de alerta financeiro.

9. Verificar os administradores e sócios

Uma prática comum em Portugal é a criação de novas empresas por pessoas que já acumularam insolvências e processos judiciais noutras sociedades. Por isso, não basta verificar a empresa em si. Verifique também quem está por trás dela.

Cruze os nomes dos sócios e administradores com pesquisas no CITIUS e nas listas de devedores. Se o gerente da empresa que lhe apresentou um orçamento impecável já teve duas insolvências com outras sociedades, provavelmente não quer ser o próximo na lista de credores.

10. Usar o ObraXRAY para verificar tudo de uma vez

Cada um destes 9 passos é importante, mas sejamos honestos: pesquisar individualmente no CITIUS, no IMPIC, nas listas de devedores, no registo comercial e ainda cruzar dados de administradores é um processo que demora horas e exige saber exactamente onde procurar e como interpretar os resultados.

Foi exactamente por isso que criámos o ObraXRAY. Todos estes passos numa única pesquisa. O ObraXRAY cruza automaticamente todas estas fontes, analisa o risco e entrega-lhe um relatório completo sobre qualquer empreiteiro em Portugal. Alvará IMPIC, processos judiciais, insolvências, dívidas públicas, situação dos administradores, tudo consolidado e interpretado num só lugar.

Os números não mentem: 94% das empresas de construção em Portugal apresentam pelo menos um factor de risco quando analisadas em detalhe. Desde casos mediáticos, como os empreiteiros na zona de Palmela que deixaram dezenas de famílias sem casa e sem dinheiro, até situações mais silenciosas de empresas que simplesmente desaparecem a meio de uma remodelação, o padrão repete-se constantemente. Quem não verifica antes, paga depois.

Pesquise o seu empreiteiro agora no ObraXRAY e tome uma decisão informada antes de assinar o que quer que seja.

Conclusão

A contratação de um empreiteiro é, para a maioria das famílias portuguesas, uma das maiores despesas que vão fazer na vida. Tratar essa decisão com a mesma seriedade com que se compra uma casa ou um carro não é exagero, é bom senso básico.

Esta checklist de 10 pontos não garante que nunca terá problemas, mas reduz drasticamente a probabilidade de cair nas situações mais graves. E se quiser simplificar todo o processo, o ObraXRAY faz o trabalho pesado por si em minutos.

Proteja a sua obra. Verifique antes de contratar.

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